Dor abdominal: o que pode ser? das causas comuns aos sinais de alerta
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Quem nunca sentiu uma dor na barriga e ficou em dúvida se era algo simples ou motivo de preocupação? A dor abdominal é uma das queixas mais comuns nos consultórios e pronto-socorros.
Ela pode se manifestar de diversas formas, como pontadas, cólicas, queimação ou uma dor contínua, e sua origem varia desde causas simples e passageiras até condições que exigem atenção médica imediata.
Neste artigo, exploramos as possíveis causas da dor abdominal, explicamos como a localização da dor pode dar pistas sobre sua origem e detalha os sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar um médico!
Mapeando a dor: a localização pode dar pistas?
O abdômen abriga diversos órgãos. Por isso, a localização da dor pode ajudar o médico a iniciar a investigação diagnóstica, embora não feche um diagnóstico sozinha.
Dor abdominal do lado direito
Esta é uma das queixas que mais geram preocupação, e com razão. A dor do lado direito do abdômen pode indicar diferentes condições, a depender da altura.
- Lado direito superior: dores nesta região frequentemente se relacionam a problemas no fígado ou na vesícula biliar, como a presença de pedras na vesícula, que podem causar cólicas intensas, especialmente após a ingestão de alimentos gordurosos;
- Lado direito inferior: Esta é a localização clássica da dor de apendicite, uma inflamação do apêndice. A dor costuma começar perto do umbigo e migrar para esta região, tornando-se aguda e constante. Em mulheres, dores nesta área também podem estar ligadas aos ovários.
Dor na parte superior do abdômen (“boca do estômago”)
A dor que se concentra na região epigástrica, ou “boca do estômago”, comumente se associa a problemas do sistema digestivo alto.
Nesses casos, gastrite, refluxo gastroesofágico e úlceras são causas frequentes de queimação e dor nesta área, muitas vezes com piora após as refeições ou ao se deitar.
Dor na região inferior ou generalizada
Dores difusas ou localizadas na parte inferior do abdômen frequentemente se conectam ao intestino.
Quadros de infecção intestinal (gastroenterites), constipação (“intestino preso”) ou excesso de gases podem causar desconforto generalizado.
Em mulheres, cólicas menstruais e infecções urinárias também são causas comuns de dor no baixo ventre.
Causas comuns e autolimitadas de dor abdominal
Felizmente, a maioria dos episódios de dor abdominal se resolve sem a necessidade de tratamentos complexos. As causas mais frequentes no dia a dia incluem:
- Gases: o acúmulo de gases no trato digestivo pode causar pontadas agudas e sensação de inchaço;
- Má digestão (Dispepsia): comer em excesso, ingerir alimentos muito gordurosos ou comer muito rápido pode sobrecarregar o estômago e gerar desconforto;
- Viroses gastrointestinais: infecções virais podem causar cólicas, diarreia e vômitos, mas geralmente o corpo combate a infecção em poucos dias;
- Intestino preso: a dificuldade para evacuar pode causar acúmulo de fezes e gases, o que gera dor e sensação de pressão no abdômen.
Sinais de alerta: quando a dor abdominal exige atendimento médico urgente
É fundamental saber diferenciar um desconforto passageiro de um sinal de alerta para uma condição grave.
Portanto, procure atendimento médico imediato se a dor abdominal vier acompanhada de qualquer um dos seguintes sintomas:
- Dor de início súbito, muito intensa, que piora progressivamente ou que impede a pessoa de ficar em pé;
- Febre alta e persistente;
- Vômitos que não cessam, especialmente se houver presença de sangue;
- Abdômen visivelmente inchado, endurecido e muito sensível ao toque;
- Pele e olhos amarelados (icterícia), o que pode indicar problemas no fígado ou na vesícula;
- Sangue nas fezes ou fezes muito escuras, com aparência de borra de café.
- Incapacidade de urinar ou evacuar.
O diagnóstico médico: como o profissional investiga a causa
Apenas um médico pode fornecer um diagnóstico preciso. Durante a consulta, o profissional seguirá alguns passos para investigar a origem da dor. Para isso, ele fará os seguintes questionamentos:
- Anamnese: o médico fará uma entrevista detalhada sobre as características da dor, seu histórico de saúde, uso de medicamentos e outros sintomas associados;
- Exame físico: o profissional irá apalpar cuidadosamente o abdômen do paciente para identificar pontos de maior sensibilidade, a presença de massas ou rigidez muscular;
- Exames complementares: Se necessário, o médico solicitará exames para confirmar a suspeita. Os mais comuns incluem exames de sangue e urina, ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou endoscopia digestiva.
O Ministério da Saúde adverte sobre os perigos da automedicação. O uso de analgésicos antes de um diagnóstico pode mascarar a evolução de um quadro grave, como a apendicite, o que atrasa o tratamento correto e aumenta o risco de complicações.
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