Saúde digestiva

Gastrite e refluxo: entenda as causas da queimação e como cuidar da sua saúde digestiva

Mulher sentada na cama com a mão no estômago, sentindo dor e queimação, sintomas característicos da gastrite.

A gastrite e o refluxo são duas das condições mais comuns que afetam o sistema digestivo e causam desconfortos como queimação, azia e dor. Embora apresentem sintomas que podem se sobrepor, são problemas distintos com causas e mecanismos diferentes. 

Portanto, compreender a origem dos seus sintomas é o primeiro passo para um tratamento adequado e para a recuperação da sua qualidade de vida.  Este artigo explica a diferença entre as duas condições, suas principais causas, os sintomas associados e como a medicina atua para diagnosticar e tratar esses distúrbios, restaurando sua saúde digestiva!

O que é gastrite? 

A gastrite é, por definição, uma inflamação do revestimento interno do estômago, a mucosa gástrica.  Essa mucosa tem a função de proteger a parede do órgão da acidez do próprio suco gástrico. Quando essa barreira protetora enfraquece ou sofre uma agressão, a inflamação se instala.

Principais causas da gastrite

Diversos fatores podem desencadear ou agravar um quadro de gastrite. O diagnóstico preciso da causa é fundamental para o sucesso do tratamento. As principais causas são as seguintes:

  • Infecção pela bactéria H. pylori: esta é uma das causas mais comuns de gastrite crônica no mundo. A Helicobacter pylori é uma bactéria que consegue sobreviver no ambiente ácido do estômago e atacar sua parede de proteção;
  • Uso de Medicamentos: o uso contínuo de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno e o diclofenaco, pode inibir os mecanismos de defesa da mucosa gástrica;
  • Consumo de Álcool: o álcool irrita diretamente o revestimento do estômago, o que pode levar a uma gastrite aguda;
  • Estresse Crônico: fatores emocionais, como o estresse e a ansiedade, podem alterar a produção de ácido e as defesas do estômago, o que resulta na chamada “gastrite nervosa”.

Os sintomas mais típicos incluem uma dor ou queimação na parte superior do abdômen (a “boca do estômago”), náuseas, sensação de estômago cheio mesmo após comer pouco e, em crises mais agudas, episódios de vômitos.

O que é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)?

A doença do refluxo ocorre quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, o tubo que conecta a garganta ao estômago. 

Na entrada do estômago, existe uma válvula muscular chamada esfíncter esofágico inferior. O refluxo acontece quando essa válvula não se fecha corretamente, o que permite o retorno do ácido. 

O revestimento do esôfago, diferente do estômago, não está preparado para essa acidez, o que causa a inflamação do tecido (esofagite).

Causas e fatores de risco para o refluxo

O mau funcionamento do esfíncter pode ser influenciado por diversos fatores, como a presença de uma hérnia de hiato, a obesidade (devido ao aumento da pressão dentro do abdômen) e até mesmo a gravidez

Além disso, certos alimentos, como frituras, gorduras, cafeína, chocolate e bebidas gaseificadas, podem relaxar a válvula e piorar os episódios de refluxo.

O sintoma clássico do refluxo é a pirose, uma sensação de queimação que sobe do estômago em direção ao peito e à garganta. 

Outros sintomas comuns são a regurgitação de líquido ácido, tosse seca crônica, rouquidão e dor no peito.

Gastrite, refluxo e a dor abdominal: qual a relação?

É comum que os pacientes descrevam o desconforto da gastrite ou refluxo como uma “dor de barriga” generalizada. 

A dor principal se concentra na parte superior do abdômen. Contudo, em crises de inflamação intensa ou espasmos, a dor pode se irradiar. Algumas pessoas podem sentir um desconforto que se estende para as costas ou para outras áreas do abdômen.

É importante esclarecer a questão da dor do lado direito: embora não seja um sintoma típico de gastrite ou refluxo, a proximidade de órgãos pode gerar confusão. 

Uma dor persistente e localizada no lado direito do abdômen, no entanto, deve sempre ser investigada por um médico para descartar outras condições, como problemas na vesícula biliar ou apendicite.

O caminho para o diagnóstico correto

Apenas um médico, preferencialmente um gastroenterologista, pode diagnosticar corretamente a sua condição. 

A investigação começa com uma conversa detalhada sobre seus sintomas e histórico de saúde.

O papel da endoscopia digestiva alta

Para um diagnóstico definitivo, o exame mais indicado é a endoscopia digestiva alta. Este procedimento consiste na introdução de um tubo fino e flexível com uma câmera na ponta pela boca do paciente. 

Com a endoscopia, o médico consegue visualizar diretamente as paredes do esôfago e do estômago, identificando inflamações, úlceras ou outras alterações. 

Durante o exame, o profissional ainda pode coletar pequenas amostras de tecido (biópsias) para analisar a presença da bactéria H. pylori ou para avaliar o grau da inflamação.

Pilares do tratamento e mudanças no estilo de vida

O tratamento para a gastrite e o refluxo geralmente envolve uma combinação de medicamentos e, de forma muito importante, ajustes nos hábitos diários.

  • Tratamento medicamentoso: o médico pode prescrever medicamentos que diminuem a produção de ácido no estômago (como os inibidores de bomba de prótons) ou que protegem a mucosa gástrica;
  • Reeducação alimentar e hábitos: essas mudanças são fundamentais para o controle dos sintomas e para evitar novas crises:
    • Evite alimentos que pioram os sintomas, como gorduras, frituras, pimentas, cafeína, álcool e refrigerantes;
    • Faça refeições menores e mais frequentes ao longo do dia;
    • Mastigue bem os alimentos e coma devagar;
    • Evite se deitar nas duas ou três horas seguintes às refeições;
    • Para pessoas com refluxo noturno, elevar a cabeceira da cama pode ajudar.

Acesso à saúde digestiva na Clínica Sim

Cuidar da saúde digestiva previne o agravamento de condições como a gastrite e o refluxo, que podem levar a complicações mais sérias se não forem tratadas. 

Uma clínica com uma proposta de preços acessíveis, como a Clínica Sim, facilita o acesso a consultas com o gastroenterologista e a exames importantes como a endoscopia, o que permite um diagnóstico precoce e um tratamento adequado para mais pessoas.